Expansão de Origem
Fontes do percurso

Acervo · Fundamento e anatomia energética

Energia e corpos sutis

Você não é só o corpo que se vê. Através dele e ao redor dele existe um campo vivo, organizado em sete corpos, com cores, centros, ligações e uma vitalidade que sobe e desce.

Energia é a vida em movimento, antes de virar matéria.

Energia é o que circula, sustenta e move. Ela tem qualidade, direção, intensidade e densidade, e age antes de a matéria responder. O corpo físico não fabrica a própria vida: ele é sustentado por um campo que existe antes dele e que o modela. Os tecidos só se mantêm como tecidos por causa desse campo vital, e o campo, sendo anterior, não é resultado do corpo.

Pensamento e emoção também são energia. Uma emoção sustentada alimenta uma forma. Um pensamento repetido ganha estrutura e passa a agir sozinho. Amit Goswami tem uma imagem exata para isso: não se pode dizer que um pensamento pesa cento e cinquenta gramas, mas se pode dizer com toda a propriedade que foi um pensamento pesado. A energia não é quantificável como um objeto, e mesmo assim é perfeitamente perceptível.

É por isso que a palavra energia aparece em tantas linguagens diferentes, do Reiki ao magnetismo, do esoterismo ao espiritismo, da Apometria às medicinas tradicionais. Todas elas estão nomeando a mesma coisa: aquilo que se sente antes de entender, o que pesa num ambiente, o que sobra de uma conversa, o que se acumula no corpo sem ter vindo do corpo.

Para quem nunca ouviu falar: você já sente isso todos os dias.

Você entra num lugar e o corpo fecha antes de alguém falar. Sai de uma reunião curta mais cansado do que de um dia de trabalho. Chega em casa depois de uma discussão e o ar parece grosso. Fica perto de certa pessoa e a respiração afrouxa sozinha. Nada disso é impressão. É leitura de campo, e o corpo faz essa leitura antes da mente.

Você não precisa acreditar em nada para começar. Precisa apenas notar que existe uma camada de experiência que o olho não vê e o corpo registra. Dar nome a essa camada é o que permite trabalhar com ela em vez de apenas sofrer com ela. Estes são os nomes mínimos, e o restante da página abre cada um deles.

Campo energético

Tudo o que circula dentro e ao redor de uma pessoa, de um ambiente ou de um grupo. Guarda história, emoção e repetição.

Corpo sutil

Um veículo de manifestação da consciência além do corpo físico. A lista de sete corpos apresentada adiante reúne o físico e os corpos sutis, do etérico ao átmico.

Aura

A parte perceptível do campo, que se irradia de dentro para fora e aparece em cores a quem tem a percepção aberta.

Chakra

Centro de força que recebe e distribui energia entre os corpos. São sete principais, e alguns menores.

Cordão energético

Ligação viva entre você e uma pessoa, um lugar, um acontecimento ou uma memória. Pode nutrir ou pode drenar.

Forma de pensamento

Estrutura criada pela repetição de um pensamento ou de uma emoção. Ganha vida própria e volta a influenciar quem a criou.

Carga

O que fica acumulado no campo e não se dissolve sozinho. Aparece como peso, cansaço, irritação sem motivo, aperto.

Densidade e faixa vibratória

Quanto de peso a energia carrega, e em que frequência ela se organiza. Definem com o que uma pessoa entra em sintonia.

O campo energético envolve e atravessa o corpo ao mesmo tempo.

A aura não é uma casca em volta da pele. Ela se irradia de dentro para fora e cada camada atravessa por inteiro as camadas mais densas, inclusive o corpo físico. Não é uma cebola de onde se descascam capas sucessivas: na descrição de Barbara Ann Brennan, são sete camadas ocupando o mesmo espaço no mesmo instante, cada uma se estendendo um pouco mais além da anterior.

A sequência apresentada em Mãos de Luz é esta:

  1. Corpo etérico.
  2. Corpo emocional.
  3. Corpo mental.
  4. Nível astral.
  5. Corpo etérico padrão.
  6. Corpo celestial.
  7. Corpo ketérico padrão ou corpo causal.

Essas camadas têm medida. A mais próxima da pele, a do corpo etérico, se estende de poucos milímetros a cerca de cinco centímetros e pulsa num ritmo de quinze a vinte ciclos por minuto. A camada emocional vai de vinte e cinco a setenta e cinco centímetros. A camada mental se estende de setenta e cinco centímetros a dois metros e se expande quando a pessoa se concentra. Quem percebe a aura em repouso vê uma pulsação azul arroxeada bem junto à pele, e é quando a pessoa entra em sentimento ou em ação que as cores fortes aparecem.

Há ainda uma alternância importante. As camadas ímpares, a primeira, a terceira, a quinta e a sétima, têm estrutura definida, feitas de linhas de luz permanentes, como uma teia luminosa que repete a anatomia do corpo. As camadas pares, a segunda, a quarta e a sexta, são fluidas, feitas de nuvens coloridas em movimento contínuo, e tomam forma ao correr pela estrutura das camadas ímpares. Essa é a razão pela qual emoção se percebe como nuvem e pensamento se percebe como forma.

O ser humano se manifesta em sete corpos.

Cada corpo tem uma função própria, uma faixa de experiência e um modo de adoecer. É esse mapa que permite tratar o que não se resolve só na matéria: uma dor que é emocional, um padrão que é mental, um cansaço que é vital, um peso que é espiritual. Leia a lista devagar, porque ela é a coluna de tudo o que vem depois.

01Corpo físico

O instrumento de manifestação, experimentação e aprendizagem no mundo material. É nele que os impulsos desarmônicos dos outros corpos se somatizam em forma de doença, desajuste e desarmonia. Essas manifestações são efeito, e não causa.

02Corpo etérico

A alma vital. Reproduz o talhe do físico e é feito de minúsculas linhas de energia, uma teia de raios de luz que inclui todos os órgãos e todas as partes anatômicas. Distribui a energia vital e estabelece a saúde automaticamente, sem interferência da consciência. É o mediador plástico entre a matéria e o astral. A maioria das enfermidades o atinge antes de chegar ao corpo físico. Ele se dissolve em horas após a morte.

03Corpo astral

O veículo das emoções, dos desejos, das sensações, da dor e do prazer. Tem forma humana e densidade variável de pessoa para pessoa. É o modelo organizador biológico que estrutura o corpo físico. Ele se separa com facilidade no sono, em choque emotivo, sob anestesia ou por desdobramento conduzido, e é com ele que se atua no tempo e no espaço. Boa parte das doenças se origina aqui.

04Mental inferior

O pensamento concreto. É o primeiro grande banco de dados do ser, onde a mente busca o que precisa, e a sede da consciência ativa: cognição, memória, avaliação dos próprios atos. Registra o mundo por peso, cheiro, cor, tamanho, gosto e som. É aqui que as formas de pensamento se constituem, e é aqui que a razão e a emoção se harmonizam ou se desencontram.

05Mental superior

O pensamento abstrato, também chamado corpo causal. É o segundo grande banco de dados, o corpo que elabora princípios, formula teorias, relaciona símbolos e leis, e faz sínteses que geram novas ideias. Dele vêm a pesquisa, a filosofia e o raciocínio criativo. É atemporal, e é sede tanto das virtudes quanto de defeitos graves.

06Corpo búdico

O perispírito no sentido exato do termo, a primeira estrutura vibratória que envolve o espírito e o manifesta de modo ativo. Reúne as três almas: a moral, que discerne o bem e o mal; a intuitiva, que capta e registra o que vibra no cosmo; e a consciencial, centro da individualidade e elo com a centelha. É atemporal, guarda as experiências bem significadas como patrimônio do espírito e devolve à personalidade encarnada aquelas que ficaram mal resolvidas.

07Corpo átmico

A centelha divina, o espírito essência, o absoluto manifestado em cada ser individualizado. Não nasce e não morre. É o que a linguagem humana não consegue descrever objetivamente, e o que permanece quando todos os outros corpos já se fundiram nele.

Esses sete se organizam em dois blocos. Os três primeiros a partir do alto, o átmico, o búdico e o mental superior, formam a tríade superior, que é a individualidade, o que atravessa as encarnações. Os quatro de baixo, o mental inferior, o astral, o etérico e o físico, formam o quaternário inferior, que é a sede da personalidade desta vida. Entender essa divisão muda a leitura de uma questão: há sofrimento que é da personalidade e se dissolve quando a cena de origem é revista, e há o que pertence à individualidade e pede outro alcance.

Os corpos se ligam uns aos outros por cordões, em sequência: o etérico ao astral, o astral ao mental inferior, o mental inferior ao superior, e assim por diante. Quando essa sequência se quebra, aparecem distúrbio e dificuldade. E o movimento de comando desce nessa mesma ordem. A ordem parte da essência, atravessa o causal onde estão as rotas, organiza o mental onde ficam as preocupações, estabiliza o emocional onde fica a culpa e por último energiza o etérico, que é a bateria. Quando esses níveis se alinham, o que se percebe não são sete camadas separadas, e sim um só corpo de luz sob a centelha.

Vale notar uma inversão que quase ninguém espera: é o corpo físico, justamente por estar ancorado no plano mais denso, que tem a maior capacidade de emitir ordem, romper e instaurar movimento nos planos sutis. Tudo o que é mais denso tende ao movimento descendente, e o corpo passa a ser o grande fio terra do ser em evolução. Quem está encarnado tem um poder de decisão que os planos sutis não têm sozinhos. Este é um dos fundamentos do trabalho descrito em Apometria.

Este é o mapa setenário apresentado por José Lacerda de Azevedo. Em Espírito/Matéria, ele chama o átmico de Espírito Essência e o relaciona à essência divina. Isso explica o uso de centelha nesta exposição. Em A Fonte e a Grande Esfera Mãe, desenvolvo minha compreensão da consciência e de suas manifestações. Nomear o contexto permite aproximar as duas leituras sem obrigar cada termo a funcionar como uma classificação universal.

A aura tem muitas cores, e ninguém é de uma cor só.

A cor é linguagem, não etiqueta. Ela mostra o estado, e o estado muda. Uma pessoa em repouso, uma pessoa apaixonada, uma pessoa com raiva clara e uma pessoa com medo confuso apresentam campos completamente diferentes na mesma semana. Quem lê cor e conclui que aquela pessoa é aquela cor parou de ler.

O que varia não é só o matiz, é a qualidade do matiz. Sentimentos claros e ativos, como amor, alegria, comoção e até a raiva assumida, aparecem brilhantes e limpos. Sentimentos confusos aparecem escuros e turvos, na mesma cor. Quando o sentimento se organiza, a cor se separa no seu tom primário e se aviva. É por isso que ninguém precisa mudar de cor para melhorar: a mesma cor clareia.

A camada emocional contém todas as cores do arco-íris, e cada chakra aparece nela como um vórtice de cor própria: vermelho no primeiro, vermelho alaranjado no segundo, amarelo no terceiro, verde vivo no quarto, azul celeste no quinto, anil no sexto, branco no sétimo. A camada mental aparece como um amarelo brilhante em volta da cabeça e dos ombros, e dentro dela se veem as formas de pensamento, como bolhas de brilho variável. A cor extra que essas bolhas carregam vem do nível emocional: é a emoção colada naquele pensamento. Quanto mais clara a ideia, mais bem formada a forma.

Como chaves de leitura, para sentir e não para rotular ninguém: os tons quentes, vermelho e laranja, falam de vitalidade, força e ação; o amarelo, de mente, clareza e alegria; o verde, de cura, equilíbrio e coração; o azul, de comunicação, calma e verdade; o rosa, de afeto e ternura; o violeta e o anil, de espiritualidade, intuição e transmutação; o ouro e o branco, de conexão com o alto. A maioria das pessoas é uma combinação viva de vários desses tons, com um de fundo que retorna sempre. Nenhuma cor é degrau acima de outra, e nenhuma é diagnóstico. Sobre a vivência de perceber cor, ver Empatas e sensitivos.

Há um detalhe de percepção que ajuda muito quem está aprendendo: a aura vem de dentro para fora. Campos de proteção construídos por comando, ao contrário, se formam de fora para dentro, delimitando e individualizando. Sentir a diferença entre esses dois movimentos é o começo de uma leitura confiável.

Os chakras são as portas por onde a energia entra e se distribui.

Os chakras são estruturas energéticas com aparência de flores girando sem parar. Ficam no corpo etérico e são responsáveis por receber e distribuir as energias mentais, astrais e etéreas conforme a necessidade do ser. Estão intimamente ligados à estrutura celular e ao sistema endócrino, e por isso alteram humor e comportamento. A velocidade do giro acompanha o grau de evolução, e os centros mais ligados à energia do cosmo giram mais rápido do que os mais ligados às energias telúricas, que vêm da Terra.

Básico

Na base da coluna. Quatro pétalas, cor vermelha. Responde pela vitalidade e pela manutenção do que há de sólido no corpo, e é a fonte do fogo serpentino. É o chakra da manifestação da vida física e do enraizamento: é ali que se aprende a habitar a identidade terrestre.

Esplênico

Sobre o baço. Trabalha a captação e a distribuição da energia vital que sustenta o corpo no dia a dia.

Umbilical

Sobre o umbigo, no plexo solar. Centro das emoções fortes, do poder pessoal e do medo. É um dos lugares onde formas de pensamento densas mais se fixam.

Cardíaco

Sobre o coração. É o centro que metaboliza o amor e a passagem entre as camadas densas e as camadas espirituais: tudo o que sobe ou desce atravessa esse fogo.

Laríngeo

Sobre a tireoide. Está ligado à palavra, à expressão e à responsabilidade pelo que se diz. Criar pela palavra é função deste centro.

Frontal

Sobre a fronte. Percepção, visão interna e intuição. É o centro mais associado à clarividência.

Coronário

No alto da cabeça. Conexão com o que é maior, e integração de todos os outros centros.

Centros menores

Além dos sete principais existem outros, na nuca, nas palmas das mãos e nas solas dos pés. São eles que fazem o trabalho de toque, de imposição de mãos e de contato com a Terra.

Na descrição de Brennan, cada camada da aura se associa ao chakra de mesmo número dentro do mapa usado pela autora. A lista de centros apresentada acima segue a nomenclatura do Curso Oficial de Apometria. Para relacionar os dois mapas, é preciso considerar o nome, a posição e a função de cada centro, além do número.

Os chakras se ativam naturalmente pelo próprio fogo interno, por meditação bem conduzida, prece, conduta reta, pureza interior, caridade e altruísmo, ou seja, por tudo que eleva. Também se ativam por passe magnético e por energia aplicada diretamente sobre eles, com a finalidade de tratar e melhorar. Sobre a prática de silêncio e presença, ver Meditação e integração.

Cordões energéticos e formas de pensamento: o que liga e o que gruda.

Nós vivemos ligados. Temos cordões com a Fonte, com os mentores, com as pessoas com quem nos relacionamos no presente e no passado, com acontecimentos, com traumas, com doenças antigas e com os próprios chakras. Ninguém está solto no mundo, e boa parte do que se sente num dia comum chega por essas ligações.

Ligação saudável

Cordões brilhantes e flexíveis

Aparecem carregados de energia, coloridos, flexíveis e resistentes, e a energia flui por eles com naturalidade e tranquilidade. Esse é o desenho de um vínculo que nutre.

Ligação em desarmonia

Cordões rígidos, finos ou pegajosos

Aparecem rígidos, esgotados, finos, quebradiços, desconectados, enrolados, opacos, viscosos, com ganchos ou rasgados, e muitas vezes vibrando numa situação de passado que já terminou. É por cordões assim que a energia escorre sem que a pessoa perceba.

Sequência

Corpos e chakras têm sequências próprias de ligação

Entre os corpos, o etérico se liga ao astral, o astral ao mental inferior e este ao mental superior. Entre os chakras, a apostila dá como exemplo a ligação do cardíaco ao laríngeo. São relações entre corpos num caso e entre centros no outro. O Curso Oficial relaciona ligações fora de sequência a distúrbios e dificuldades.

Repercussão

O cordão é reflexo do todo

Em geral os cordões apenas refletem o estado da pessoa. Ao se tratar a pessoa e as suas ligações, eles passam a vibrar de acordo com a nova situação. Em alguns casos é preciso limpar, refazer ou desligar, e isso se faz com atenção.

As formas de pensamento são o outro lado dessa mesma anatomia. São criações vibracionais feitas por repetição: um pensamento habitual ou uma emoção sustentada se tornam uma estrutura bem formada, com vida própria, que depois volta a exercer influência sobre a vida de quem a criou. Um ódio continuado gera uma forma de ódio, e essa forma pode ficar flutuando no campo de uma pessoa, de uma casa, de um grupo ou de uma cidade inteira. Elas se alimentam de repetição inconsciente e se fixam com preferência no plexo solar e no cardíaco.

A tradição apométrica resume isso numa frase que vale carregar: todo pensamento bom é uma oração e todo pensamento mau é um feitiço. E o outro lado da mesma lei é a melhor notícia deste artigo: quem vibra em amor constrói ao redor de si um campo energético protetor, e esse campo dispensa ritual, objeto e defesa complicada.

Existe ainda uma proteção estrutural que o corpo já tem. Entre os chakras do astral e do etérico há a tela búdica, uma barreira magnética compacta que impede a ação predatória sobre o organismo astral e físico. Ela pode ser danificada, e pode ser reconstituída num trabalho bem conduzido onde predomina a vibração do amor, que libera a energia dourada capaz de refazê-la. Sobre o campo que se forma entre pessoas e grupos, ver Campos coletivos e egrégoras.

Vitalidade sobe e desce, e a carga se acumula.

Vitalidade é a energia que o etérico distribui para sustentar o corpo. Quando ela cai, aparece aquele cansaço que o descanso não resolve, a falta de vontade sem tristeza correspondente, a sensação de estar funcionando com a bateria baixa. Carga é o oposto: é o que sobra e fica, e se percebe como peso, aperto no peito, irritação sem motivo, cabeça cheia, corpo pesado ao acordar.

Emoção não processada

O que foi sentido e não foi atravessado continua ali, vivo, ocupando espaço no campo emocional e alimentando a forma correspondente.

Repetição de pensamento

Um pensamento que volta todo dia deixa de ser pensamento e se torna estrutura. Depois de um tempo, ele age mesmo quando a pessoa não está pensando nele.

Ambiente e convivência

Casas, lugares de trabalho e objetos guardam o que foi vivido neles. Conviver dentro de um campo carregado é absorver por presença, sem ninguém fazer nada contra você.

Memória herdada

Os corpos guardam memórias de comportamentos e padrões antigos, que se manifestam como atração por dinâmicas já conhecidas, mesmo quando a mente decidiu mudar.

Cordão que drena

Uma ligação em desarmonia escoa energia continuamente. Não é preciso contato, nem proximidade física, para que ela funcione.

Esforço invisível

Sustentar o próprio campo, segurar a emoção de outra pessoa, manter proteção acesa. Mesmo quando parece que não se está doando nada, se está gastando.

Esse último ponto é o mais negligenciado. Muita gente que se cuida bem segue exausta porque está sustentando, sozinha, campos que não lhe pertencem. Esgotamento não é sempre físico nem sempre emocional: às vezes é energético, e nesse caso mais sono não resolve, porque o gasto continua acontecendo enquanto se dorme. Sobre a diferença entre apoiar e assumir, ver Sustentar sem carregar e O que carregamos quando entramos em um campo.

Como o campo se limpa.

Limpeza energética é higiene, não emergência. Ela é diária, simples e barata, e a maior parte dela não depende de terapeuta nenhum. O que sustenta um campo limpo é constância, não técnica rara.

A base é o corpo e a presença: água, sono, comida com atenção, silêncio, natureza, pés no chão, respiração lenta. A gratidão pelo que se recebe transmuta boa parte da densidade antes que ela se instale, e isso vale para o alimento, para a conversa e para o dia. Vigilância mental é a outra metade: perceber o pensamento que se repete e parar de alimentá-lo com palavra e com atitude, porque forma de pensamento sem combustível se desfaz.

Depois vêm os recursos da tradição popular e ritual, que funcionam e são de quem quiser: banho de ervas com alecrim, arruda ou lavanda, sal grosso, defumação, prece dita em voz alta, decreto repetido com firmeza, visualização de fogo transmutando o que está denso. Para ambiente, os mesmos recursos, mais som sagrado e a presença de vida no espaço, plantas e flores, que sustentam a energia do lugar depois da limpeza. Sobre essa camada, ver Ervas, benzimento e medicina popular e Radiestesia, cristais e campos de força.

E há o que se faz em trabalho conduzido, quando a carga já está estruturada e não cede à higiene comum: o tratamento do etérico e a reorganização dos níveis, a despolarização das memórias que mantêm a carga ativa, a limpeza e o refazimento dos cordões, a dissolução das formas de pensamento, a transferência de energia vital para quem está esvaziado, a reconstituição da tela búdica e os campos de força que delimitam e protegem o trabalho. Cada um desses recursos está descrito em Apometria.

Cansaço persistente, dor, falta de ar, alteração de humor e perda de peso merecem avaliação de saúde, sempre e primeiro. Leitura de campo caminha ao lado do cuidado médico e psicológico, nunca no lugar dele.

Densidade e faixa vibratória.

Densidade é quanto de peso e de matéria uma energia carrega. Faixa vibratória é a frequência em que ela se organiza. Juntas, explicam por que duas pessoas no mesmo ambiente vivem experiências opostas: cada uma está sintonizada numa faixa diferente e capta o que corresponde a ela.

Lacerda sustenta que o corpo mental é de natureza magnética e de frequência muito superior à do astral. Como a energia de um campo radiante cresce com a frequência, o corpo mental propaga muito mais energia do que os campos densos, o físico, o etérico e o astral. Daí a força da mente, que faz bem ou mal conforme a intenção com que é projetada. E daí também a lei simples da afinidade: semelhantes se atraem, e é por sintonia, não por castigo, que alguém se encontra dentro de um campo.

Cada consciência tem uma faixa vibratória individualizada. Essa faixa não mede quem vale mais: ela expressa a diferença de essência de cada um, e é essa diferença que individualiza tudo o que existe. Vibrar diferente de alguém não é ser melhor nem pior, é ser outro. Sobre isso, ver Faixa vibratória e essência e Correspondência vibratória.

Na prática, quanto mais denso o campo em volta, mais quem é sensível sente. E há um cuidado técnico que vale como regra de vida: depois de entrar em sintonia com um padrão muito baixo, a vibração precisa ser reelevada, ou a pessoa carrega por horas o que nem começou nela. Sair de um ambiente pesado e voltar direto para a rotina sem nenhum gesto de reelevação é o modo mais comum de acumular carga sem entender de onde veio.

Sem raiz, o campo não se sustenta.

Enraizamento é a proteção mais forte e a mais simples, e vem antes de qualquer técnica. Um campo aberto sem raiz sente tudo e não firma nada. Um campo enraizado pode se abrir muito mais, porque tem onde descarregar.

O chakra básico é o centro dessa função: é ele que responde pela manifestação da vida física e pela identidade terrestre. Nos primeiros sete anos de vida a criança aprende justamente isso, a se estabelecer nas leis do próprio mundo e a regular o que come e o que bebe, construindo um comportamento adaptado ao chão em que vive. Quem não completou esse aprendizado costuma passar a vida tentando resolver na espiritualidade uma tarefa que é da matéria.

Enraizar é devolver a consciência ao corpo e ao chão. Sentir os pés, o peso, a respiração. Imaginar raízes descendo até o coração da Terra, entregando a ela o que está denso e recebendo dela firmeza. Pés descalços na terra, contato com natureza, água, sono, comida, silêncio. Nada de mística complicada: o gesto é voltar ao corpo, e é o corpo que tira a pessoa da nuvem e a devolve à própria vida.

Há um princípio nisso que a prática confirma sempre: quem sustenta um campo precisa estar mais enraizado do que todos os que estão dentro dele. Grupos oscilam, emoções sobem, memórias abrem. Quem conduz permanece presente e lúcido porque tem raiz, não porque tem força. Sobre a vivência do enraizamento, ver Empatas e sensitivos e Xamanismo, natureza e consciência.

O que eu trabalho num atendimento.

No atendimento, o que eu vejo com mais frequência não é possessão nem ataque. É gente com a vitalidade baixa, com cordões drenando para relações e cenas que já terminaram, com formas de pensamento antigas ainda ativas e sem raiz suficiente para sustentar a própria abertura. A questão chega com nome de cansaço, de ansiedade, de repetição, e a raiz está numa camada que o esforço não alcança.

No método Expansão, a Constelação Familiar se une às técnicas apométricas. Essa leitura abrange a vitalidade do etérico, a carga do astral, as formas de pensamento nos corpos mentais, o estado e a sequência dos cordões, a densidade que a pessoa está habitando e o enraizamento que ela tem disponível.

Você não precisa conhecer esse vocabulário para ser atendido. Conte o que está vivendo. Traduzir sua questão para o protocolo e devolver uma orientação clara é parte do meu trabalho. O objetivo nunca é acumular explicação invisível: é reorganizar o campo e liberar um movimento que continue na vida concreta. Para conhecer o encontro, o valor e o agendamento, veja como funciona o atendimento.

De onde vem esse mapa.

Este mapa tem nome, escola e literatura, e isso é força, não fragilidade. Ele chega até aqui por quatro veios que se encontram.

O primeiro é a tradição teosófica e esotérica, que fixou a nomenclatura. A tríade Átma, Buddhi e Manas, que a Apometria recebe como átmico, búdico e mental, está registrada na Doutrina Secreta de Helena Blavatsky, e a mesma terminologia foi adotada pelo esoterismo, por outros ramos do ocultismo e por algumas religiões orientais.

O segundo é o espiritismo. Kardec organiza o ser como trilogia: corpo somático, perispírito e espírito, e para ele alma e espírito são sinônimos. Lacerda faz um ajuste importante nessa leitura e sustenta que alma e perispírito é que deveriam ser sinônimos, porque o termo perispírito envolve os diversos corpos sutis, inclusive o etérico, que ainda é físico. Essa distinção é antiga: os pensadores da Igreja primitiva, entre eles Paulo de Tarso, já separavam o espírito, a alma intermediária e o corpo.

O terceiro é a Apometria. José Lacerda de Azevedo, médico, sistematizou a técnica e registrou em Espírito/Matéria: novos horizontes para a medicina, de 1988, e em Energia e Espírito, de 1993, a leitura dos sete corpos, dos chakras, dos cordões e da tela búdica que este artigo ensina. O Curso Oficial de Apometria da Sociedade Brasileira de Apometria consolidou esse conteúdo em apostila de formação.

O quarto é a observação clínica do campo áurico. Barbara Ann Brennan descreveu em Mãos de Luz as sete camadas da aura, a alternância entre camadas estruturadas e camadas fluidas, as medidas, as cores e as formas de pensamento como bolhas coloridas. Amit Goswami, em A Física da Alma, trabalha os corpos sutis, o corpo vital e o supramental dentro de uma ciência que parte da consciência. Neste artigo, esses estudos se encontram na leitura do campo. As camadas da aura, os corpos e os chakras mantêm os nomes e as sequências das fontes apresentadas.

Referências desta página.

  1. Espírito/Matéria: novos horizontes para a medicina, José Lacerda de Azevedo, 1988.
  2. Energia e Espírito, José Lacerda de Azevedo, 1993.
  3. Curso Oficial de Apometria: curso básico e intermediário, Sociedade Brasileira de Apometria, 2006. Aulas sobre chakras, tela búdica, corpos espirituais e cordões energéticos.
  4. Mãos de Luz: um guia para a cura através do campo de energia humana, Barbara Ann Brennan.
  5. A Doutrina Secreta, Helena Petrovna Blavatsky.
  6. A Física da Alma, Amit Goswami.
  7. Desobsessão e Apometria, Vitor Ronaldo Costa.